Déficit de atenção e hiperatividade: o que a tecnologia tem a ver com isso?

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A tecnologia não é um problema, mas um desafio – e também parte da solução.

 

Desde que a internet chegou à casa das pessoas, ela não tem sossego. Não faltam críticas aos males e perigos que ela pode causar. Mas foi assim com grandes inovações, como a televisão e até, quem diria, com o rock’n’roll. Quando se trata de criança, a questão ainda é mais sensível. Um dos temas que têm colocado a tecnologia na berlinda é o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), um distúrbio que costuma aparecer na infância e que pode durar a vida toda. Em poucas palavras, ele se caracteriza por impulsividade, inquietude e desatenção. Pode parecer pouco, mas ela atrapalha e muito o desenvolvimento e a vida social e profissional.

O uso de computadores, tablets e smartphones tem sido apontado como fator que desencadeia o problema, que é de origem genética, deixando pais e mães preocupados e apreensivos. O que a ciência diz sobre isso? Por enquanto, muito pouco. Há estudos que sugerem uma relação entre uma coisa e outra, mas não existe até o momento nenhuma pesquisa com um resultado conclusivo. “O risco de sintomas de TDAH crescem proporcionalmente com o tempo de exposição a uma tela”, afirma a pesquisadora Ilaria Montagni, da Universidade francesa de Bordeaux, líder de uma pesquisa com 4.800 estudantes. No entanto, ela mesma reconhece que é preciso investigar mais. “Embora menos provável, é possível também que seja o TDAH que induza ao tempo prolongado diante de uma tela.”

Essa e várias outras pesquisas semelhantes fazem a mesma ressalva, de que não é possível dizer o que veio primeiro, o ovo ou a galinha, o que é causa e o que é efeito. De certo, há apenas uma correlação. Mas ela preocupa. Nos Estados Unidos, por exemplo, uma em cada dez crianças tem TDAH – dez vezes mais do que há vinte anos, coincidentemente quando a Web se disseminou, e os celulares tornaram-se populares. “Embora não haja dúvidas sobre a origem genética do distúrbio, e sabendo que o DNA não muda em tão pouco tempo, é provável que fatores ambientais estejam contribuindo para esse crescimento”, afirmou em entrevista à revista Time Dimitri Christakis, professor de pediatria da Universidade de Washington, em Seattle.

Os cientistas, no entanto, reconhecem que sabem muito pouco sobre TDAH assim como sobre autismo para fazer qualquer afirmação. Por isso, é preciso muita cautela antes de tirar conclusões e deve-se considerar até que a tecnologia pode ajudar no tratamento. Essa é, pelo menos, a opinião de Stephen Shore. Até os quatro anos de idade, ele não falava. Os médicos diziam que ele tinha “fortes tendências ao autismo”, mas não sabiam o que se passava com aquele garoto. Hoje, Shore é professor de educação especial na Universidade Adelphi, no estado de Nova York, e autor de um livro sobre autismo. “Em vez de tentar lutar contra games, por exemplo, deveríamos usá-los para desenvolver a sociabilização”, diz Shore. Para ele, a tecnologia não é um problema, mas um desafio – e também parte da solução.

MP investiga como YouTube trata dados de crianças brasileiras

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Objetivo do inquérito público é verificar se há abuso na coleta e tratamento dessas informações

 

O YouTube se tornou alvo de investigação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Inicialmente, o órgão busca investigar e entender como a plataforma trata os dados de crianças brasileiras que usam o site ou aplicativo móvel do YouTube.

O inquérito civil público é conduzido pela Comissão de Proteção dos Dados Pessoais e se baseia no Código de Defesa do Consumidor, que proíbe que companhias se aproveitem da ignorância ou fraquezas de consumidores decorrentes da idade.

Nos Estados Unidos, a Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês) instaurou investigação semelhante. Em abril deste ano, associações americanas, 23 no total, que defendem os direitos digitais e de proteção da infância, alegavam que o YouTube coletava dados pessoais de crianças e os utilizava com fins publicitários.

Segundo o MPDFT, conteúdos rotulados como “para crianças” na plataforma (a partir de uma busca em seu sistema interno) totalizam 16,7 milhões de vídeos. Contudo, os termos de serviço da plataforma afirmam que ela é voltada para pessoas com 18 anos ou mais.

“Em qualquer circunstância, Você afirma ter mais de 18 anos, visto que o website do YouTube não é projetado para jovens menores de 18 anos. Se Você tiver menos de 18 anos, não deverá utilizar o website do YouTube. Você deverá conversar com seus pais sobre quais sites são apropriados para ele”, diz o texto dos termos de serviço do Youtube.

O promotor responsável, Frederico Meinberg, explica que o inquérito não visa averiguar os conteúdos, se adequação para crianças ou entrar em qualquer medida de retirada, mas avaliar como, a partir desse grande volume de vídeos disponíveis, a empresa coleta e usa dados de meninos e meninas para direcionar publicidade.

Na opinião de Meinberg, a possibilidade de coleta de informações e a consequente segmentação de anúncios se aproveitando das vulnerabilidades de crianças sem a supervisão dos pais ou responsáveis traz uma série de discussões.

Na avaliação do coordenador do programa Prioridade Absoluta do Instituto Alana, Pedro Hartung, a ação é importante, pois já há diversos mecanismos na legislação brasileira que limitam ou proíbem a coleta e o tratamento de dados de crianças da forma como o YouTube faz, como o Estatuto da Criança e do Adolescente, o Marco Civil, o Código de Defesa do Consumidor e o Código Civil.

Além destes, a recém-aprovada Lei de Proteção de Dados, que deve ser sancionada nas próximas semanas, estabelece que a coleta de dados de crianças com até 12 anos só pode ser feita com consentimento de pelo menos um dos pais ou responsáveis e que o tratamento deve levar em conta o melhor interesse desse menino ou menina.

Em comunicado, o Google informou que não comenta casos específicos.

 

Fonte: IDGNow!

 

Valor de mercado da Amazon supera US$900 bilhões e já ameaça Apple

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Resultado foi alcançado após gigante de e-commerce anunciar vendas de mais de US$100 milhões durante a promoção Prime Day.

 

O valor de mercado das ações da Amazon atingiu a marca de 900 bilhões de dólares pela primeira vez nesta semana. As informações são da agência de notícias Reuters.

O resultado histórico aconteceu nesta quarta, 18/7, após a gigante do e-commerce anunciar ter vendido mais de 100 milhões de dólares durante a sua promoção anual Prime Day.

Na ocasião, as ações da empresa de Jeff Bezos chegaram aos 1.858,88 dólares, o que lhe deu um valor de mercado estimado em 902 bilhões de dólares.

Líder do ranking desde 2011, quando superou a petrolífera Exxon Mobil, a Apple viu suas ações subirem aproximadamente 12% em 2018, com um valor de mercado em torno de 935 bilhões de dólares.

Para efeito de comparação, as ações da Amazon subiram 57% neste ano e mais de 123.000% desde a entrada da companhia na bolsa Nasdaq, em 1997.

Fonte: IDGNow!

Facebook promete remover fake news que incitem a violência

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Companhia informou que está mudando sua política que permitirá retirar tais conteúdos da rede social; Organizações terceiras irão revisar o material

 

O Facebook se comprometeu nessa quarta-feira (18) a remover informações falsas que possam incitar à violência. O anúncio se dá em um momento onde a companhia é cada vez mais cobrada a se posicionar sobre seu papel na divulgação de fake news. Na Índia, oito pessoas foram linchadas e mortas após acusações falsas circularem pelo WhatsApp, que é de domínio do Facebook.

“Há certas formas de desinformação que contribuíram para danos físicos, e estamos fazendo uma mudança de política que nos permitirá retirar esse tipo de conteúdo”, disse o Facebook em comunicado. A política será implementada nos próximos meses.

Em resumo, o Facebook atuará de forma mais ativa para revisar publicações imprecisas ou enganosas, sendo criadas ou compartilhadas com a intenção de causar violência ou dano físico.

Dado o alcance de mais de 2 bilhões de usuários, o Facebook conta com recursos de inteligência artificial para identificar posts potencialmente ofensivos e que propaguem discursos de ódio, mas eles ainda passarão pela avaliação de organizações locais, incluindo agências de notícias e de inteligência que, segundo o Facebook, estão em melhor posição para avaliar tais publicações.

Ao mesmo tempo, ao repassar esta missão para organizações terceiras, o Facebook também se reserva do papel de censor. Até então, a companhia relutava em assumir uma posição definitiva sobre a exclusão ou não de postagens, dizendo temer ferir a liberdade de expressão de seus usuários e, claro, sofrer as consequências disso.

De acordo com o Facebook, publicações como imagens manipuladas e texto poderão ser revisados. Uma vez identificada a publicação, o Facebook, então, irá removê-la, assim como aquelas duplicadas.

A nova política foi anunciada nesta semana, mas o Facebook informou que sua implementação teve início no mês passado. Posts falsos que declaravam que muçulmanos no Sri Lanka estavam envenenando os alimentos dados aos budistas foram removidos após uma investigação.

 

Fonte: IDGNow!

82% dos brasileiros jogam games em smartphones, segundo pesquisa

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Estudo encomendado pelo PayPal também aponta que 44% desses usuários baixaram até 3 jogos completos nos seus dispositivos no primeiro semestre de 2018.

 

Meio preferido para acessar à Internet no Brasil, o smartphone agora também vem ganhando cada vez mais espaço no país quando o assunto são os games.

Isso porque nada menos do que 82% dos brasileiros usam o smartphone para jogar games, de acordo com dados da pesquisa SuperData, feita sob encomenda do PayPal.

O levantamento em questão também aponta que 44% desses usuários baixaram até 3 jogos completos nos seus dispositivos mobile no primeiro semestre de 2018.

Lojas de apps

Com 63%, a Google Play é a loja mais acessada pelos brasileiros na hora de comprar games pelo celular – o que já deveria ser esperado, uma vez que o Android é o sistema usado em 85% dos smartphones no país, conforme dados da Gartner.

Já a App Store, da Apple, aparece bem atrás da loja do Google, com 15%, seguida de perto pela Samsung Galaxy Apps.

Fonte: IDGNow!